segunda-feira, 24 de novembro de 2008

cof, cof, cof

Como dicas são sempre bem-vindas, faço questão de dá-las, na tentativa de desapoeirar este blog embauzado. A era pede convergência, mas habituá-las nosso ritmo a elas parece brincadeira de quebra-cabeça. Tudo por causa do tempo. Administrá-lo exige realmente jogo de cintura, um rebolado à parte. Para deixar os ventos tocarem os cabelos, talvez um cinema. Há uma semana assisti Romance, de Guel Arraes. Antes, Wagner Moura e Letícia Sabatella já chamavam a atenção. Wladimir Britcha sempre atencioso nas comédias. O máximo. O filme narra a relação de um casal de artistas, ele, diretor e ator, ela, atriz, que se apaixonaram durante os ensaios da peça Tristão e Isolda. Sempre reflexivo, filosófico, bebiam vinho, e pensavam na beleza da depressiva tragédia em que os amantes morrem no fim. Mas, eles adoravam e tentavam sempre fazer analogias com as suas realidades. Como em toda narrativa, os entraves acontecem. Ela torna-se atriz famosa de novela, sai em todas as capas de revistas, programas de televisão. Ele, prefere se fechar ao teatro, onde podia liberar sem pudores a sua criatividade. Por mal entendido se separam. Mas se reencontram num projeto incomum para a tv, a convite dela (ah, esqueçi os nomes). Resolvem, então, fazer a adaptação de Tristão e Isolda para o sertão num canal cheio de audiência!! Ah, nada disso importa tanto na narrativa. O melhor são os diálogos, a sensibilidade, as mudanças, a duração do sentimento, o desapego. Desde do começo. E o final, em que voltam a trabalhar juntos, na peça Romance, em que transfiguram em peça o que tinham vivido. Para quem lê, a dica é mais simples que parece: assistam. Só isso.

Woody Allen também. Pode ser um pouco menor do que os grandes clássicos, como afirmam as críticas, mas é sempre Woody Allen. Pode ser aquém do que já foi, mas as frases de efeitos e as tiradas são únicas de Woody Allen. Vick Cristina Barcelona pode ter passado um provicianismo em relação a Barcelona, pedia uma narrativa estética mais engajada, mas, só sei que os meus olhos não piscavam. De subjetividades implícitas, pedindo reflexões, tentando se espelhar em algumas das personagens, desmitificando o espectro de homem a príncipio todo poderoso e satisfazendo as condutas excessivas, impulsivas, sonhadoras e racional das mulheres. Personagens paradoxais, retratos de universos que parecem distindos se não fossem tão mesclados. Histórias não concluídas, sempre em metamorfose, que surpreende, porque nada é para sempre, e o ser humano sempre quer mais, quer se renovar. Vale a pena assistir Vick Cristina Barcelona, como todos os seus clássicos.

sábado, 6 de setembro de 2008

"A hora do sim, é o descuido do não"

Não sei se é por gostar de política que ainda me comovo. Até me empolgo e acredito. Mas só vejo desacreditados. Firmes desacreditados naquilo que chamam de política. Daqueles que preferem abstrair. E eu, como passional que sou, tento não admitir, no meu tom que tenta ser mais que imperativo. Do palanque de palhaços, alguns são menos. Somos obrigados a votar, então, temos que nos obrigar a acreditar que, dali, tem um melhor. Que, dentre tantas as oportunidades desviantes que o poder lhe oferece, este vai pensar menos em interesses pessoais, grupais, seja o que for. Não sei se é por gostar tanto do meu país, ou se sou tão otimista como meu signo me credita, ou se ainda não deixei morrer minhas utopias juvenis, estumuladas por outras épocas. Sei que estamos aqui para pensar no que é maioral, o bem comum, porque só assim desfrutaremos do bem estar social. Um voto que pareça irrisório talvez possa mudar a história, e isso não é drama, visto o que já passou. É mesmo só participando com coerência e ética que se faz cidadão. E isso tem importância. Não só para mim.

PS: Leitura obrigatória, Carta Capital. Aqui, um artigo por Mino Carta.




A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
O sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim, é o descuido do não
Martinália - Sei lá, a vida tem sempre razão
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A saudade não é verbo
que se possa conjugar
sei que é substantivo
feminino singular
quase um verbo irregular!
Hermínio Bello de Carvalho

domingo, 17 de agosto de 2008

Loucos por Olímpiadas

Mesmo os detalhes forjados da abertura dos Jogos Olímpicos não desmerecem a grandiosidade que a China resplandece. Um país cheio de gente, de etnias, uma mescla incomum do socialismo com o capitalismo dos tempos modernos, quase um símbolo desta e, ao mesmo tempo, o avesso. Avesso ambíguo. Um país milenar, perfeccionista, cultuador das raízes bem presas no solo de suas modernas cidades. Cheio de censuras. Consequências históricas. Num evento que propõe unir as disparidades, igualar povos, efervecer o sentido de patriotismo, o mundo se junta ao oriente.
Louco por olímpiadas. Não há momento que iguale o que estes jogos proporcionam ao espírito esportivo. Mesmo quem não é protagonista, vive a história e, principalmente, divide as emoções. Certos dos tantos 'problemas' que o avanço no nível da competição acarreta, como as alternativas de dopping e as disparidades tecnológicas mais acessivas às conhecidas potências, resta saídas, como a superação. Nos Jogos Olímpicos, vemos que o sentido de superação não é próprio apenas dos brasileiros, dos pobres brasileiros, que se superam no seu cotidiano exclusivo. É o de todos que precisam, de quem quer mais e de quem acredita. A raça, aquela força inspiradora que vem de lembranças, das promessas, de muito trabalho, fica na frente de qualquer cansaço. Antes do apito final, nada é de ninguém.
É difícil julgar de longe. Mas, no jogo que era o da vez, que a raça deveria expor o suor escorrendo nos rostos, na camisa da cada jogadora da seleção feminina de handball, não aconteceu. Logo elas que não ganharam as partidas anteriores por pouco, bem pouco. Que conseguiram uma vitória contra as vices campeãs, Coréia do Sul, por vontade. Poderiam ter passado a Suécia e, agora, estariam nas quartas de final. Deveriam por orgulho, no bom sentido. Até porque tinham condições. Mas. Como telespectadora, as senti apáticas. Contrastavam-se com o entusiasmo das belas loiras suecas. Eram passivas na defesa e, também, no ataque. Tão permissivas que eu desisti de torcer. Era a esperança de vê-las lá, na busca por fazer a história esportiva do handball brasileiro. O bom é que minhas esperanças se redobram pela seleção masculina. Dos sonhos.
As palmas então vão para a dupla de volei de praia, Renata e Talita. De tão que jogaram desbancaram as favoritas australianas Barnett e Cook, por 2 a 0, e agora se preparam para vencer as teoricamente favoritas ao ouro da competição, as americanas Walsh e May, que ganharam fácil da improvisada dupla brasileira Renata e Ana Paula. Um improviso muito produtivo. Voltando, Renata e Talita (ou Talita e Renata?) são, sem dúvidas, sinônimos de superação.
Como Cesar Cielo, indiscutível. Como pensar que não se pode ganhar? Mesmo sem o dito favoritismo, ele aplicou o que treinou, acreditou, confiou e deu certo. Não é que deu? Encravou o nome na história. Mais um, ainda bem. Engatando pela percepção de telespectador, não é este entusiasmo que percebo na equipe de ginastas, salvo exceções. Aliás, sendo direta, falo da Jade. Não a vejo arriscar, nem acreditar. A vejo conformista, com um certo medo de pressões. Talvez com medo de decepcionar às cobranças da imprensa, do Brasil. Talvez. Até compreensível´, mas há outras saídas. Se ela pode, porque não fazer? Estar entre as 10 ginastas é ótimo, é história, mas se ela pode fazer mais, deveria tentar o mais.
Pena do Diego. Que podia, certeza. Sabia que podia. Era quase o dono de uma das três vagas do pódio. Que acreditava. Que sonhava, e muito, em estar lá, lá em cima. Por uma queda inacreditável, no último lance da apresentação do solo, não conseguiu. Saiu decepcionado, arrasado. Naquele momento, ninguém mais que ele saiu assim, choroso. Péssimo. Mas ele tentou e, por tentar, se faz merecedor de aplausos, muitos, até de pé. Ele quer mais. É corajoso, é atleta!

sábado, 9 de agosto de 2008

Não mais porquês.

Parece ilógico pensar na lógica da vida, até por esta estar sempre a se confundir no seu desenrolar. A cada dia, cria-se verdades que se desmentem. Acostuma-se com circustâncias apenas passageiras. Vive-se de momentos imaginando o seu prosseguir. Percebe-se erros a se repetir. E pena a pensar, e pena por pensar. Sem fim. Sempre a planejar, imaginar, relembrar. As verdades são momentos, absolutas apenas naquele tempo. As lembranças as presentificam em devaneios que não preenchem mais. Só fica o gosto. A certeza que foi bom. Conviver com as efemeridades, encarar o desapego, acabar um livro sem precisar de fim. Revivê-los, esquecê-los. Coisas da vida. Coisas de quem vive a vida. De quem admira a pluraridade da vida. E consegue explorá-la. Sem se lamentar. Talvez seja esta a buscada liberdade. Talvez.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Que é de todos...


Visto de cima, uma imensidão de concreto...casas, prédios, muitos. Não vejo o fim. O verde da mata colore e serve como área de respiro. A famosa selva de pedra brasileira, de cores sóbrias, da sua forma, encanta. Encontro São Paulo, pela primeira vez, é verdade. E com os meus olhos, tento explorá-la. Ela, que nos meus pensamentos recentes, será minha breve morada.


Silêncio, saudade, soluço, selênio
A nau permanece mesmo quando vai
Secreta se curva, dá a gota, se agita
Se eleva no ar, resplandece e cai

- A Nave Interior - Zé Ramalho

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Depois de quase três meses....sim, Cannes!


Desde segunda (21/07) acontece, em Salvador, o IV Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, no Teatro castro Alves. Fiz o máximo que pude para honrar minha inscrição. Conseguir assistir duas palestras. Muito interessantes por sinal. Não pela dinâmica massante que perdurou alguns casos que, só o que podíamos fazer, era acompanhar a leitura das longas escrituras. Mas, o saldo final, o mais importante, é o que interessa.
Na terça, consegui chegar há tempo de assistir a palestra Cinema e História, que tinha como objetivo discutir o cinema como uma das principais ferramentas utilizadas para obtenção do conhecimento histórico. Sempre, em cada palestra, três convidados, que nem sempre discutem a risca o que se espera do tema. Mas, neste caso específico, não deixou de interessar. Uma destas foi a segunda palestrante, Dorota Ostrowska, da University of Edinburgh, com a palestra "Os Mundos da Arte nos Festivais Internacionais de Cinema".
Bastante atual e curioso, ela fez uma análise da intensa cobertura jornalística do Festival de Cannes, um dos mais prestigiados eventos de cinema do mundo, que acontece na cidade francesa desde 1946. Na edição 2008, que ocorreu em maio, parece que a turma do hemisfério sul delimitou seu espaço de antemão. Só se via América Latina, especialmente o Brasil. O que ela traz de novo é influência dos artigos publicados em relação ao consumo posterior e também, sim, no resultado do próprio festival. Dorota Ostrowska contou que é quase impossível estar naquela seleta platéia e não ler as publicações, de modo a proporcionar uma inversão de foco de interesse, tendo como 'evento' maior o festival escrito de cannes.
O senso de certeza repassado aos leitores que determinado filme vale a pena assistir, muito antes de ser inclusive apresentado em Cannes, segundo a pesquisadora, é a provável costatação de que ele estará lá, na lista de vencedores. Ou, na pior das hipóteses, com o auge do interesse do público em torno do título. Não tão populares, assim se tornam a partir da contextualização que se dá. O histórico do autor, os outros filmes por ele dirigidos, a repercussão destes outros, a importância dos atores, tudo influi. A atribuição de valores dos resumos (como chamou), de acordo com ela, se dá por vários aspectos, como a dimensão artística, as perspectivas econômicas, sociológicas, etc.
Ela diz que o cinema brasileiro foi 'empurrado para frente', até porque muitas propagandas de filmes brasileiros se espalhavam por lá. Como destaque, Ensaio sobre a Cegueira ('Blindness'), dirigido por Fernando Meirelles, tido como o melhor filme de abertura do festival nos últimos cinco anos; e Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomaz, conceituado pela revista inglesa Screen como 'sólido e envolvente', entre outras, conseguiu o reconhecimento internacional e, de quebra, o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni.
Com tantos méritos nacionais, não se sabe lá da onde vem tamanha democracia. Para Dorota, a autonomia está cambaleando a seriedade do julgamento. "Acredito que os festivais não são muito confiáveis. Eu espero que no futuro os festivais sejam menos voláteis", esta foi sua última frase da apresentação. Para nós, fica o respaldo.


domingo, 20 de julho de 2008

Em qualquer lugar, quem manda é Dantas. Será mesmo só o começo?

Para os que estão acompanhando as polêmicas entorno da operação Satiagraha sugiro que leiam a revista Carta Capital (n°504 - 16 de julho de 2008). Desde Novembro de 1998 até Dezembro de 2006, foram 18 capas dedicadas às investigações jornalísticas relacionadas a Daniel Dantas. 18 matérias de capas...é muito 'pano pra manga'! Fatos não repercutidos pelo resto da imprensa, não me pergunte o por quê.

Por meio de representaçõs policiais, noticia-se que as atividades dos envolvidos voltar-se-iam ao cometimento de delitos de quadrilha ou bando contra o sistema financeiro nacional, contra o mercado de capitais, de tráfico de influências e eventualmente lavagem de valores, com auxílio de alguns representantes dos meios de comunicação para veiculares informações com o objetivo de distorcer a realidade e franquear resultados favoráveis a seus interesses, despacho do juíz Fausto de Sanctis, que autorizou a prisão de DD, Nahas,e mais ou 20 acusados.

Beleza, muita gente com rabo preso. Os boatos são que as verdades das investigações são capazes de parar o país. O poder de Daniel Dantas já pode ser percebido, pelas suas próprias declarações, constatada por escutas. Especialmente no episódio em que dois de seus comparsas tentaram subornar o delegado Victor Hugo Alves, " a preocupação de Dantas seria apenas com o processo na primeira instância, uma vez que no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal ele resolveria tudo com facilidade", dizia um deles.

O esquema, segundo informações colhidas pela Carta Capital, é a própria alma das relações entre política, altas finanças e interesses privados impublicáveis. Ainda sobre a revista, Dantas construiu, da metade dos anos 90 para cá, uma estrutura de poder que buscava influenciar a Justiça, os meios de comunicação e corromper autoridades.

São várias as provas expostas pela revista que sustentam o poderio da quadrilha: a proibição da abertura dos disco rígidos dos computadores coletados pela PF, veto dado pela ministra do Supremo, Ellen Gracie; o patrocínio de 40 milhões no esquema intitulado mensalão; o repasse de um dossiê publicado pela revista VEJA, em 2006, com informações reconhecidamente falsas (investigadas pela PF), na qual acusava Lula de manter uma conta de 38,5 mil dólares (fora os outros ministros da época), etc, etc e etc... (leiam mais na CC)

Adestrado pelo falecido Antônio Carlos Magalhães, Dantas aprendeu direitinho. A repercussão é o que surpreende. Pelos programas que tenho visto, especialmente na Globo News, com participação de ex-ministros do supremo, filósofos, cientistas políticos, economistas de calão, nada deveria ser o que é. Ninguém discute a importância da operação, as consequências que virão a ter, o que muda no cenário político. O alto índice de aprovação do povo pelo trabalho da PF, é dito de forma pejorativa ('pq os pobres gostam de ver algemados os de colarinhos brancos'). Ah, não é pra gostar? A 'Justiça' não pode ser, nem na 1° instância, comemorada? O império da lei é subordinado explicitamente por interesses não mais obscuro. A comprovada corrupção não é reprimida, já é normal. O que está sendo relevante de tudo isso, me parece o banal: o uso de algemas, o abuso de poder. Não discordo da merecedora discussão, mas o prioritário, no momento, é o que levou à questão, a investigação de quase quatro anos em torno da quadrilha de DD e Naji Nahas. Critérios jornalísticos.


sábado, 12 de julho de 2008

As velinhas do Rock'n Roll!!!!!

Voltando, depois de dias, ops, semanas...rs
Percebo a dificuldade de priorizar as atividades em relação ao tempo. Enfim...(...)
No meu relógio, este mesmo do computador, não tão confiável, são 00:32. Ou seja, de qualquer forma, já estamos em 13 de julho. Que dia é hoje? Tcham, tcham,tham... É o dia mundial do rock.
Num breve resumo, hoje, há 23 anos atrás, boa parte das pessoas deste 'mundo bão' estava ligada no Live Aid, que ocorria, simultaneamente, em Londres (Inglaterra), e na Filadélfia (EUA). O grande concerto tinha um objetivo ainda maior: angariar fundos para combater a fome que assola(va) a Etiópia. Milhares de pessoas se reuniram para a causa nobre e, de quebra, ansiosos, assistiram a clássicos do rock, como Black Sabbath (com Ozzy), INXS, Mick Jagger, David Bowie, Dire Straits, Queen, Bob Dylan, Madona, Duran Duran, Santana, The Who, Phil Collins ...
De tão certo, o gênero ganhou data simbólica de aniversário. Muito antes, já merecia. Mais que trilha sonora, o rock é história. Bem perto da agressiva sonoridade, é emoção. Junto ao esteriótipo-preto, é colorido. Vermelho, verde, azul, amarelo, laranja...branco. Cores tão presente em festivais homéricos como o Woodstock (1969), em movimentos como o Flower Power, nos rabiscos desenhados sobre a pele...as características tatuagens.
E é história porque a fez. Nos seus multíplos aspectos, vertentes ou arranjos, mudou conceitos, moldou comportamentos. Mobilizou a juventude que, ainda hoje, permanece jovem, porque se renova ao acompanhar as renovações da música rock. Como pensar nas tranformações da sociedade sem vinculá-las ao rock'n roll? Ruas lotadas...gritos, lágrimas, lutas, guerras, bandeiras, suor. Música, juventude, liberdade. Remetem lembranças, imaginações moldadas por filmes, pelas fotos e histórias narradas.
The Beatles, Elvis Presley, Rolling Stones, Sex Pistols, Pink Floyd, Raul Seixas, Renato Russo, Engenheiros do Hawaí, Cazuza...Secos e Molhados ou mesmo Tropicalismo. Era tudo estímulo, questionamentos, posicionamentos. Cada qual a seu modo.
Um ritmo perpétuo, para sempre, perpétuo.
"O Rock 'n' Roll é a maior renovação artística desde Homero." (Marshall McLuhan)
"O Rock 'n' Roll retarda o envelhecimento!" (Bruce Springsteen)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Para quem precisa...um bom estímulo...


Circular: “Que conselhos você daria para alguém que está começando no jornalismo?
Pompeu - 1) Abandonar imediatamente a profissão e escolher outra. 2) Se não for possível isso, procurar se estabelecer por conta própria na internet, com patrocínio próprio que não interfira na sua independência. 3) Se isso também não foi possível, procurar manter a dignidade profissional e preparar-se para uma vida de sacrifícios.” (Renato Pompeu, em entrevista a Ana Luiza Moulatlet)

Encontrado no Blog: Desculpe a Poeira

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Rá, tá!

Agência Estado
Evangélicos, nesta quarta-feira, na porta do Congresso Nacional

"Evangélicos tentam impedir lei que crimiliza a homofobia", agora a pouco, manchete do Estadão(www.estadao.com.br/vidae/not_vid195747,0.htm). A notícia faz referência à tentativa de invasão do Congresso Nacional, por parte dos evangélicos militantes. A manifestação é mais uma tentativa de impedir a readaptação do Projeto de Lei 7.716/99 que, nos moldes atuais, acusa como crime discriminação por raça, cor, etnia, religião e nacionalidade. A idéia é acrescentar, na relação, também as atitudes homofóbicas. O projeto está em discussão na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, sem previsão de entrar na pauta de votações do plenário.

Os fiés argumentam que as reivindicações são recomendações da Bíblia, etc e tal. Que, assim como condenam o adultério, o fazem também com a orientação sexual. Como mentores da manifestação, eles mesmos, Marcelo Crivella, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus; e seu tio, fundador da entidade, Edir Macedo. A reivindicação principal é a falta de liberdade de culto, fé e opinião.

A guerra de versículos serve para sustentar interpretações contrárias. Não convence. Antes de ser um confronto de convicções religiosas, a alteração no projeto é luta pelo direito à vida. Frente a tantos casos recentes com explicações obscuras de atentatos homófobicos, como exemplo os sargentos assumidamente 'gays' presos em Brasília, o projeto deve vigorar para proteger.
Alguns dados mostram o quão é indispensável. No Brasil, a cada três dias, um homossexual é morto, segundo o Grupo Gay da Bahia. Em 2007, a Bahia conseguiu a proeza de ser o estado mais violento no mesmo crime. E o Nordeste, mais uma vez ganha o pódio de região de maior perigo para os homossexuais.

Criminalizar ofensores não é dissipar a homossexualidade. Pensar assim, soa a ignorância. Despejar asneiras peconceituosas dizendo ser mando de Deus é exploração. Lutar pela liberdade de humilhar o próximo como pecador, é sentir-se santo, livre de ser atingido por qualquer pedra. Prezo para que as oportunidades sejam cada vez mais expandidas a todos para livrar-nos de tais manipulações.

Mas,tudo bem. Para tudo, há explicações:

“Daqui a pouco vão fazer sexo debaixo das nossas janelas e não poderemos dizer nada, porque será discriminação, será crime”, protestou o senador e pastor Magno Malta (PR-ES.

"Os homossexuais também têm de aprender a lidar com a diferença de pensamento e opinião. O Estado não pode se meter na religião. Caso esse projeto vire lei, o pastor homossexual não vai poder ser demitido. Os professores dos institutos bíblicos e das escolas dominicais também não, porque têm vínculo empregatício”, Marcelo Crivella (PRB-RJ)

"Infelizmente alguns religiosos utilizam discurso político para tentar ludibriar as pessoas crentes e tementes a Deus. Há que se observar aí mais uma postura de intolerância, pois em qualquer religião há diversidade dos seres humanos", Fátima Cleide (PT-RO), relatora do projeto.

“Estão criando fatos para convencer a todos de que queremos criar uma lei da mordaça. Não é verdade”, coordenador-executivo da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Igo Martini.

"Nada foi descartado. Estamos em fase de conversação e queremos continuar conversando", Ivair Augusto dos Santos, assessor da Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Vamos ver o que é que dá!

Fontes de Pesquisa:
www.congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=19542
www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u416125.shtml
www.adiberj.org/modules/news/article.php?storyid=687

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O Vilarejo de Marisa Monte

Você gosta de um cantor, escuta várias de suas músicas, mas, sempre tem aquela que você vai fica triste quando está terminando, e a recomeça, inúmeras vezes. Assim, ainda, acontece com Vilarejo, música do albúm Infinito Particular, da cantora Marisa Monte. Foi o primeiro 'single' do cd. Hoje, na tentativa de mais uma vez escutá-la, resolvi o fazer por outros meios, e recorri ao amigo Youtube. Me surpreendi. Ou seja, mais uma vez, adorei. Confesso que me atrasei. A melodia, tão bucólica, lírica,clássica, nas minhas interpretações, só me fazia pensar em cenários como fazendas, campos e afins. Um tanto óbvio, mas faz parte. Sempre me dava serenidade e, ao mesmo tempo, força. É daquelas canções que faz bem para alma. O clipe, de técnica simplória, porém, de impacto forte, contextualiza e complementa, a partir de imagens de noticiários de jornais.
Marisa é Marisa porque sempre vai além.


Bons festejos juninos!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Propósitos inversos

Tem escritor, tem escritor-jornalista e tem jornalista-jornalista. Escrever, de fato, é habilidade. Mas, toda habilidade pode ser desenvolvida e aprimorada. Em qualquer circunstância, a prática só vem para acrescentar. O que indigna é presentificar esta justificativa como argumento para não obrigatoriedade do diploma para jornalistas. E pior, proferido por quem está em formação para atuar na bendita profissão (adoro o dito cujo, mas tenho direito de me revoltar).

Na melhor das hipóteses, é incompreensível. Se apenas saber escrever for sinônimo de credibilidade, vamos consumir os vômitos despejados por Diogo Mainardi ou Arnaldo Jarbor sem pestanejar. Para o devido crédito, o jornalista se baseia em princípios, que é acompanhado de técnicas. Como descartar a capacitação de profissionais que lidam com o poder da política, com investigação, com polícia, situações imprevistas, e constante pressão? Como abolir toda a base teórica de quem está em contato intenso e diário com o ser-humano?

Descartar a importância do diploma é desmerecer as teorias da comunicação, do jornalismo, a semiótica, a antropologia, a sociologia, as pesquisas científicas, a filosofia. É esquecer a história. O legado serve de estudo, e o estudo é aprendizado, compreensão e análise.

Sei que na teoria as coisas são simplificadas. Mas, quem passou quatro anos em curso, tem que defender seu espaço que é de direito. Uma profissão, que dizem ser o quarto poder, não deve ser tão fácil assim. A ética é um princípio nato, mas também pode ser apreendido. E o jornalismo, bem antes do status e do jogo de interesses, significa responsabilidade social. Então, não basta apenas saber escrever.

No primeiro semestre, quando aprendemos quais as funções do jornalista, uma delas, particulamente, me apavorou. Se você não reconhece o que pode ser notícia, você não possui o 'faro jornalístico'. Parece besteira, mas ir atrás de pauta requer sensibilidade, é olhar para os lados, duvidar do que vê para tentar compreender. Desprezar os preconceitos para conhecer o que está em nossa volta. É agir para melhorar, denunciar, tranformar. Aprendemos a importância fundamental da apuração. E que histórias não possuem apenas dois lados! Desmitificar a objetividade ao perceber que não existem fatos, mas versões da realidade.

A tendência deveria ser evoluir, não regredir. As irresponsabilidades jornalísticas podem ser irreversíveis, vide tantos exemplos. Por isso, não entendo a falta de união numa luta que deveria ser conjunta.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Curta o Curta: Gagged in Brazil

O documentário, produzido pelo brasileiro Daniel Florêncio, para a Current TV, mostra parte da 'realidade' controlada pelas empresas midiáticas brasileiras. No caso, as interferências do governo de Minas Gerais, presentificada pelo governador Aécio Neves, na Rede Globo e no Estado de Minas, maior jornal do Estado. O video já foi transmitido na Inglaterra e nos EUA. Em maio, estreou no Reino Unido e na Irlanda. No Brasil, é logico, só mesmo no Youtube. Vale a pena divulgar!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Uma saída, por favor.

"A política como um fim em si mesmo". Desde sempre, mais do que nunca. No Brasil, talvez no mundo, talvez pra sempre. Revivendo o passado do Saia Justa, ouvi esta frase de Soninha Francine, 40 anos, hoje vereadora de São Paulo pelo PPS. O bem comum, o bem estar social, o direito de todos, não deveria precisar ser cobrado. O fim, a finalidade que a política tem como objetivo maior, caminha há tempos em disparada num sentido avesso, contrário, inconsequente. O irreversível não se pode prever. O fim é a politicagem da política. Inclusive, por favor, num sentido geral. Principalmente, passado.

Aliás, também presente. Os próximos capítulos estão por vir. E surpreende: Varela desistiu (?) de se candidatar a prefeito de Salvador; "Serei um ajudante de pedreiro na construção, não sei se subirei no palanque”, declaração retirada do A Tarde Online. Apoiará ACM Neto (DEM), que terá, como vice, o bispo Marinho (PR). Aff, que mistura! Imaginem juntos: TV Bahia, TV Itapoan, os oito partidos da coligação, 5 minutos de propaganda eleitoral, Igreja Universal do Reino de Deus, com 'pitacos' decisivos do senador Marcelo Crivela(PRB) e Vareraaaaaa!!! Glória Deus, Aleluia, Saravá! Algo ainda surpreende? Êpa, esqueçi de citar o Correio da Bahia... Ah, vocês entendem...
É...a política é o fim! Infelizmente, dói, mas é assim. Retomando o raciocínio de Soninha...Os cidadãos que lá estão com boas intenções têm duas saídas: ou viram produto do meio, ou são rapidamente expelidos do sistema. E, o primeiro caminho, é o mais prazeroso. A carne é fraca, a tentação é grande, o sistema já é consolidado, as soluções são sempre arranjadas. Se corrompem por poder, e o poder, a cada dia, mais os corrompem. No fim, a pizza está sempre lá, pronta pra matar a fome. Vide episódio recente da CPI dos Cartões Corpoorativos.
** Enjoei das 'bolotas', mudei o visual. rs

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pejorativo Acostumar

Eu tendo à reflexão, mas não pretendo no futuro escrever um livro de auto ajuda, não se preocupem. Acho importante para o auto-conhecimento e, portanto, para simplificar de vida. Tinha esperança de no Google(é lógico!) encontrar algum trabalho acadêmico ou algum artigo contextualizado que abordasse o tema: acostumar-se. Em algum canto do mundo deve ter algum projeto de pesquisa de algum curso de psicologia sobre o assunto, não é possível. Não queria me basear nas minhas teorias infundadas mas, pelo visto, assim será.

Para mim, tudo é questão de costume. Esse pensamento, hoje, se faz tão firme na minha vida que, quando estou em alguma situação adversa à minha vontade, penso que é só desacostumar. É simples, não dá trabalho. Os pensamentos reticentes se presentificam naqueles que não estão dispostos a encarar as transformações da realidade. Estes, terão que se acostumar na 'tora' com as mudanças, muitas vezes radicais. Você não entende porque um objeto tão pesado, para uns, normalmente se faz carregável. É o costume que o torna leve. Os exemplos são dos mais variados.

"A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer", disse Clarice Lispector, em seu texto Acostumar-se. É a ilusão, o comodismo, a preguiça... "Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia", está no texto. Clarisse fala das situações costumeiras do dia a dia, da poluição ao consumismo, e diz que nos acostumamos até "ao choque que os olhos levam ao ver a luz natural", o que me lembra o Mito da Caverna, descrito pelo filósofo Platão no seu livro A República. O mito serve de exemplificação de como podemos, através da luz da verdade, nos libertar da escuridão.

A analogia, por coincidência, tem tudo a ver. O texto descreve a condição de pessoas que se acostumaram a viver dentro de uma caverna acorrentados de costas para a entrada. A única percepção era a existência das sombras, que julgavam ser a realidade. Um único homem, curioso, duvidoso do que via, conseguiu quebrar os ferros, enfrentou obstáculos, e descobriu que as sombras eram feitas de homens como eles, e ainda, que existia toda natureza.

É o desapego das crenças, da realidade oferecida, do senso comum. Uma comparação usual é que o prisioneiro fugitivo faz o papel do filosófo, naquela busca incessante pela útopica verdade que os movem. Porém, qualquer desacostumado tende a filósofo, mesmo que amador.

Diálogo do Mito da caverna entre Socrátes e Glauco.

{Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e sua luz.
Glauco - Sem dúvida.
Sócrates - Por fim, suponho eu, será o sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal qual é.
Glauco - Necessariamente.
Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.
Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.
Sócrates - Ora, lembrando-se de sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?
Glauco - Sim, com certeza Sócrates. }

O que lamentei não ter embasamento, até que teve, e dos bons. Talvez tentar se acostumar seria basear-se mais nos aspectos racionais da vida, como disse num dos primeiros post deste blog. E, mesmo que pareça descrente, não é. É viver de forma empírica e duvidar até mesmo do que parece ser sincero. A gente se engana com o que nos parece angelical ou infernal, não têm regras ... "...mas a dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza", está nas melodias de Infinita Highway escrita por Humberto Gessinger.

Finalizo com o fim do texto da escritora Clarice Lispector. "A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta e se gasta de tanto se acostumar, e se perde em si mesma".

Não, não dá para terminar com esse fim.

domingo, 25 de maio de 2008

(...) ... (...)

Uma folha em branco, vontade de escrever. Frases curtas, comum.
Sem motivos nem porquês. É só vontade.

Descarga.




Sobre sinônimos...

"Esses que pensam que existem sinônimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuanças de uma cor".
Mario Quintana

Ok, Ok, Ok...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Muita comida, sem indigestão.



Direto ao assunto: assistam Estômago, o filme.


"Na vida há os que devoram e os que são devorados". Assim começa a sinopse. O filme conta a história de Raimundo Nonato, um retirante nordestino que vai para o sul, e, em meio aos contratempos, no acaso das adversidades e, (mais do mesmo), por força do destino; descobre o talento de cozinhar.


E é esse talento que permeia as situações da narrativa. É por causa dessa descoberta que Nonato consegue um bom emprego e a mulher a qual se apaixona, a prostituta Iria. Também é por causa do saber cozinhar que Nonato é alguém na prisão. Sim, o filme retrata, ao mesmo tempo, dois momentos de Nonato, antes e durante a prisão. Os porques vocês saberão assistindo. E, através do seu dom, é explorado com prazeres. Dá o que comer, mas também quer sua parte. Nem que seja o beliche do topo no xadrez.


Estômago é dirigido pelo pernambucano Marcos Jorge. Antes do filme, o ator já é o atrativo, João Miguel (O céu de Suelu; Cinema, aspirinas e urubus; Cidade Baixa, etc). E o melhor, em Estômago, as atenções estão nele concentradas. Ele merecia. (PS: Soube que ele vai encenar o presidente Lula, num filme que conta sua história de vida. É lógico que vou gostar dele mais ainda. Quem me conhece, sabe. rs)No elenco, também estão Babu Santana e Paulo Miklos.
Estômago é deboche, comédia sarcástica, comédia comédia. Faz críticas à situação carcerária, ao comportamento humano, tudo de forma espontânea e sútil, o que, na minha opinião, garante ares de realidade num filme de ficção. É a normalidade das situações claramente obscuras do país. Inclusive o nojento preconceito com nós, nordestinos, ops, paraíbas.


Sim,ajudem a elevar as bilheterias do cinema nacional assistindo um filme que realmente vale o preço do ingresso.
Estômago, o filme.
http://www.estomagoofilme.com.br/



sábado, 17 de maio de 2008

68 por 2008

Ler sobre a história do período considerado por muitos filósofos e historiadores como o mais importante do século XX dá vontade de pedir pra ter nascido um pouco mais cedo. Era Maio de 68. Tempos da rebeldia pretensiosa do rock and roll, da liberdade sexual, do movimento hippie, feminismo em alta. Era, de fato, tempos de mudança de contexto. Que começou na França, no governo do general Charlles de Gaulle, quando estudantes descontentes resolveram manifestar contra a estrutura acadêmica, os problemas políticos e sociais, contra o presidente Gaulle.
Os ideais libertários, posteriormente, expandiu-se para outros países, inclusive para o Brasil, aqui, estavámos a viver a ditadura. Foi a explosão da juventude que, apengando-se às idéias do movimento hippie, consideravam-se capazes de transformar o mundo. Pelo menos, conseguiram modernizar a moral e ajudar na luta pela igualdade entre os sexos. Pelo menos é modéstia transferida de quem leu algo a respeito e se sente lá...foi revolução!
As consequências de 68 estão aí. Mulheres usando calças, professoras universitárias, pensadoras, executivas de grandes empresas, presidente de nações... mulheres independentes. A liberdade se impõe, principalmente a sexual. Agora, mais do que nunca, os gays não sentem mais aquele terrorismo preconceituoso da sociedade. Os homens não têm aquele pensamento conservador tão rígido. Lógico que há exceções.
Lá, o sentido dos jovens, era contracultural, contra o sistema. Antes, nos anos 50, tivera o boom consumista nos EUA. Nos anos 60, os jovens tinham avesso ao consumismo.
Estamos há 40 anos desde então e, querendo ou não, são outros tempos. Me pergunto se a ideologia é alternada de tanto em tantos anos. O consumismo, hoje, é desenfreado. Você consome até sem querer. É prazer, cair em tentação..normal.
E as mulheres? ... Nesta geração, a prioridade é a carreira, da maioria. Porém, muitas vezes, não acho que elas priorizem isso por ideal. E sim porque, querendo ou não, estão em tempos de certa 'igualdade', tempos em que os homens não pensam em dá boa vida a ninguém, muito menos para a mulher que, talvez, quem sabe, possa constituir uma família. Muitas sonham com tempos antigos: mulher, casamento, filhos. A profissão, a liberdade, são forças das circunstâncias.
Para um amigo, estamos no caminho de voltar no tempo. Segundo ele, há muita liberdade. "Aonde será que vai parar? Tudo agora é normal", diria ele. Eu sempre respondo que é questão de costume.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

sequências e consequências

Estar satisfeita, sempre o mais difícil.
Muitas vezes, é até ingrato e egoísta.
Mas, c'est la vie! Não tem como não ser.

Incrivelmente, é o que move.




PS: Estou vendo o Jornal Nacional, e o CASO ISABELA ainda 'pentelha' meu ouvido! Os critérios de noticiabilidade colocaram ele no ar, ok. Mas, quais são os critérios que irão tirá-lo?
As pautas clamam por tregédia, urgente! Só assim...



"...um chá pra curar essa azia...um bom chá pra curar essa azia..."

sexta-feira, 9 de maio de 2008

"O mundo é BÃO, Sebastião..."

O mundo é louco, e por isso é mundo. Recentes episódios inacreditáveis sustentam esta idéia. Nos últimos tempos, casos toscos estão na boca de nós, povo. Pai como suspeito de matar filha, outro trancafia e violenta filha durante 24 anos, o fenômeno libera seus instintos. O mundo é assim.

Claro que todos são notícias, todos são extraordinários. Alguns, de tão surreais, dariam um bom roteiro de filme de terror. Porém, o jornalismo pula a barreira do limite da notícia e transforma cada caso num novo escândalo. E é o tal escândalo que se presentifica na conversa de todos. Mas, que escândalo é esse?

***
Por exemplo....Só por que Ronaldo é o fenômeno, não pode sair com travesti? Só por que é fenômeno não pode 'pegar' a traveca da rua, tem sempre que encarar as belezas estonteantes? Não pode ir num motel de quinta porque é cheio da 'bufunfa'?
Mas, ele é o que vende?

É mais lucrativo ter um personagem a ser quem é. Admitir pensamentos, desejos. Com contratos milionários não se brinca. Compreensivo, mas questionador. Pedir desculpas para a sociedade por ter liberado seu lado B? Ele, por acaso, perdeu algum pênalti? Enfim...

(Romário, definitivamente, só tem um).

***
O mais midiático, o caso Isabela. Um crime brutal, incoerente, até inadimissível. Realmente. O pai e a madrasta são os principais suspeitos. Como explicar? Porém, o limite é sempre preciso. Principalmente para uma exímia investigação. São tantos os detalhes, dúvidas e mistérios.Foram tantos os erros, precipitações e, pior, as não-precipitações. A cada dia, a polícia é obrigada a dar uma resposta para a sociedade, que está ávida, revoltada, indignada.

Como não? Se a cobertura alimenta a curiosidade dos brasileiros desocupados? Curiosidade mórbida, que pauta a imprensa, que a-d-o-r-a aumentar a audiência ou tiragem do jornal/revista, mesmo pecando na responsabilidade, mesmo se degredando com o sensacionalismo. É quase uma novela, porém, mais intensa e cansativa. Soube que a transmissão do jogo do São Paulo x Nacional, ao vivo, na Rede Globo, foi invadida para mostrar o casal sendo preso. Nesse intervalo, Ó o gol de Adriano.

Ahhhhhh se fosse a torcida do Corinthias...

***
Enquanto isso, nada mudou. Crimes hediondos, e tantos outros, continuam. Para os que pretendem praticar coisa parecida (não levem isso em consideração!), só por gostarem de chamar atenção, esses terão que se esforçar! Com tanto monopólio, os outros crimes cotidianos, hoje, nem espaço tem. Só se, por acaso, surgir algum macabramente pior ou se, quem sabe, os envolvidos fossem famosos, sei lá...

Ah, e Ronaldo, se quiser, continuará a repetir sua aventura. Logicamente, da próxima, tomará mais cuidado. Quem sabe contratará um assessor para os momentos de carência e loucura...trauma é trauma!

A imprensa, sem deixar de noticiar e acompanhar o desenrolar dos fatos, deveria rever conceitos, relembrar fatos passados e se auto-conscientizar.

*Obs: Tudo bem que eu falo de fora. Mas não deixo de teorizar conselhos quando é preciso.

***

"O que será que será(...)

O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho
(...)
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido
(...)
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo"

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Da declaração à situação...cadê a SOLUÇÃO?

Parece que a experiência hoje em dia não faz tanta diferença. No último 18 de fevereiro, o curso de medicina da Universidade Federal da Bahia completou seu bicentenário. São 200 anos. Envelhecer traz rugas...leva às doenças...e nos traz àquela nossa única certeza. Porém, com meu clichê sempre usual, estamos em 'tempos modernos' e, são inúmeros os mecanismos para dar aquela recauxutada na estética e previnir os prováveis sinais do tempo.
Mas, vai ver, a FMB (Faculdade de Menicina da Bahia) não tem recursos, ou iniciativa, ou quem sabe sorte. Os sintomas estão graves, quase irreversíveis. A infra-estrutura, principalmente do Hospital Universitário Professor Edgard Santos e do Hospital das Clínicas, disponibilizados para o internato supervisionado, não suporta a demanda e pede socorro, urgente! O resultado decadente no ENADE é o laudo médico.
Os estudantes boicotaram o Enade, tá certo. Justifica o resultado. Porém, talvez também tenha sido uma reinvindicação alternativa. Duas, aliás: tanto em relação à estrutura universitária local, quanto ao próprio método de avaliação no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.
Mais do que o motivo, o que repercutiu foi o discurso do então coordenador do curso, Antonio Dantas, de 69 anos. Sua declaração, nua e crua, é preconceituosa e, acima de todos os preconceitos, é racista. Dantas, em entrevista concedida para a Band FM, considera que a Bahia, apesar da riqueza da beleza natural, não possui desenvolvimento intelectual e tecnológico, por conta das influências culturais. Faz comparações com outras cidades do sudeste e sul do país, que conviveram com imigrações japonesa, alemã, italiana, etc...Por isso, segundo ele, lá, a realidade é crescente, não é 'estagnada', como aqui.
A liberdade de expressão é passiva às confrotações, evidente. Desmerecendo todos os contextos, um gestor de programa de formação deve ter a intenção de lutar contra todas e quisquer deficiências. No estágio da sua vida, a mágoa de ter nascido num estado com fortíssimas influências africanas já deveria ter sido trabalhada. Daqui, ele não foi proibido de sair.
Tenho uma amiga que, por cinco anos, tentou adentrar no curso de medicina aqui na Bahia. Quase um carma. Tentou todas as possibilidades. Não passou, desistiu da terra natal. Deixou família e namorado para se aventurar no mesmo curso, agora já na Faculdade de Medicina de Petrópolis, RJ, também tradicional. Passou. Como ela, existem trilhares de outras(os) útopicas insistentes, no ótimo sentido. O porém é que nem todos têm a oportunidade de poder se manter em outras regiões. E, quais as soluções para os problemas da FMB? Reduzir o número de vagas?
Pois é essa a sugestão dos integrantes da congregação da FMB, em conferência realizada ontem, dia 6, na faculdade de medicina, em combate às “gravíssimas deficiências do curso médico - decorrentes, em especial, das carências observadas no Hospital Universitário”, segundo site oficial. Dos 175 cursos de medicina do país, 17 tiveram baixo desempenho. Dentre elas, quatro são universidades federais. Quatro não é maioria. Alguma solução há de ter. Melhoria nas instalações, novos professores, o que for. A professora Helenemarie Shaer Barbosa, nesta mesma reunião, foi nomeada pelo diretor da unidade, José Tavares Nato, para assumir o cargo da cordenação. Agora é aguardar.
Se a redução de vagas for mesmo solução emergencial, eu não sei sonhadores, desistam de sonhar. O que era quase impossível, se tornará inimaginável. Não acho que seja exagero.
Também não quero ser cruel.

sábado, 3 de maio de 2008

Paradoxos mundanos

Esteriótipo, rótulo, estigma. Até que ponto as classificações são verdades? Como quebrar paradigmas? Como contribuir para a modernização da moral? Como estar isenta de praticar tais atos? Por que não se pode julgar? Até que ponto podemos julgar? Como estar certo de algo? Como não duvidar da certeza?
Eu duvido da certeza. Por isso, não gosto de esteriótipos. Não gosto quando me sinto esteriotipada, o que tantas vezes me aconteceu, aliás, acontece. Não gosto de esteriotipar, apesar de o fazer, até conscientemente. É aquela idéia paradoxal.
O ser humano é tão complexo para poder ser classificado!
Mas, quem sabe as rotulações possam ser explicadas?
Bem, talvez seja pelo simples fato das pessoas não procurarem se conhecerem. Pelas relações interpessoais puramente superficiais. Talvez seja também por outro motivo, pórém consequente, que são as não percepções das mudanças pessoais. Outro talvez, também colaborador da cultura do esteriótipo: o julgamento das atitudes e não do caráter. O que é, também, consequência.
Semestre passado, eu e Tati Porto, parceira e amiga, colocamos em prática nosso trabalho de conclusão de curso, um documentário. A proposta é a esse raciocínio. Tentamos humanizar a figura da garota de programa, retratá-las como mulheres, como nós, com suas semelhanças e diferenças. Para sustentar essa idéia teórica, na prática priorizamos os aspectos pessoais ao invés dos profissionais. No projeto, defendemos a causa da prostituição voluntária.
Ainda assim, será que estamos livres de pre-conceitos?
Os estigmas são culturais, formulados para regrar a sociedade, moldar um povo, estabelecer padrões, que devem ser seguidos. É impor moral...a relativa moral! A situação hoje se modifica (??) Tempos atrás, as normas eram estabelecidas pelo alto escalão da sociedade, principalmente a igreja, que ditava o que era certo e errado. Agora, há mais liberdade. Você tem sua 'filosofia' de vida e pode expô-la se quiser. Você tem o direito de reinvindicar causas, formar associações...pode gritar, escrever, falar. Pode ser taxado também, mas agora você não dá mais tanta importância.
Hoje, quem impõe padrões?
Acho que o espaço foi ampliado. Os políticos ditam regras, fazem leis. A televisão faz o mesmo, estabelece padrões. A imprensa, pauta o que se deve discutir (o caso Isabela é o exemplo "vivo"). Aí chegam os artistas para quebrar os tais conceitos, para o bem ou para o mal! Tá certo, eles sempre existiram. A arte sempre contra-ataca o que é esteriotipado. Arte é arte.
E as igreja, religiões, e afins? O tempo passa e a realidade só dá uma repaginada. Elas continuam com o poder, porém, mais implícito. Melhor dizer, camuflado. A manipulação continua. Novas religiões, novos fiéis, novos esteriótipos, novos paradigmas. A proliferação das igrejas evangélicas é cada vez mais potencializada. A verdade absoluta cada vez mais dissipada. Regras seguidas com fervor. Opiniões imbátives. A Record, o novo império. Cheio da grana. O poder, o poder, o poder!
Verdades absolutas são sempre preconceituosas. Num mundo de tantas culturas, realidades, ideias e ideais, não dá para ser tão fundamentalista. Poderia até aceitar, já que cada um tem livre arbítrio, mas ainda sou cidadã desse mundo e me incomodo. Para quem começou falando de julgamentos, eu acabei super bem.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Dessa vez, o assunto é moda!

Sábado recente, 25.04.

Dream Tour Fashion. Lá estava, com Thata, companheira de trabalho. Chegamos cedo, pensando estarmos atrasadas. Que nada. Direto para a área de imprensa. À primeira vista, parecíamos estar num desfile da colcci, na espera do show de Felipe Dylon, como bem comentamos. Não precisa dizer o porquê.

Exagero da nossa parte!

Resumindo: A idéia do evento é percorrer as capitais do país, descobrir novas modelos, e democratizar a moda, a partir da coleção de lingeries de Tufi Duek, estilista da Forúm.

Após mais de uma hora, começa. Na tentativa de distrair o público, a banda Yo! 'Caras e bocas' se contorciam, também pudera. Não vou falar das vozes inexpressivas, da aparente falta de sintonia, da percepção de uma banda fabricada. Dentre risos, Thata faz um comentário oportuno: "Quem curte mesmo música, não faz cover!" Concordei. (apesar de achar que as exceções existem: covers de Raul S., Renato R., e tantos outros estão aí, são os covers por idolatria!).

Parênteses à parte, o evento continua. Para minha surpresa, uma entrevista coletiva, mediada pela apresentadora Adriana Gott. Como convidados, alguns nomes consagrados do cenário da moda: David Pollac, stylist, 16 anos de carreira. Sua última saga foi desenhar roupa vestida por Sarah Jessica Parker, no 'Sex in the City'. A figura da noite, Glória Coelho, a 'mestre das agulhas', como foi citada. O tal do Fernando Lousa, fotográfo, pioneiro na cobertura de moda. Mônica Serino, diretora de redação da revista feminina Marie Claire. Roberta Marzolla, 20 anos como diretora de desfiles. E Eli Hadid, diretor da Mega Models e idealizador do evento.

Sim, chamei Glória Coelho de figura. Poderia estender para louca se quiserem. Ok, não sou chata. Eu adorei a maluca. O 'visú' já denunciava a tendência surrealista. Um vestido preto, extravagante, de renda. Enfatizem o extravagante, por favor. Ela desconsiderou o calor infernal de Salvador, com certeza!

As perguntas rolavam. Em todas, Glória comicamente metia o bedelho. Sobre aquela velha pergunta: Quem são as mais bonitas, as brasileiras ou as gringas?'. Resposta da Glória: "As brasileiras, que por causa da Globo, tem sexo na veia. As modelos brasileiras são felizes por nada. Pelo sol, pelas ruas, pelas estrelas", viajava.

Mais questionamentos: O photoshop faz milagre? Segundo Fernando Lousa, não. O recurso, para ele, veio para acrescentar. "Se a foto é ruim, não ficará maravilhosa. Mas, se a foto for ótima, ficará melhor ainda".

No meu ponto de vista, o mais interessante, a democratização da moda. É notório que as novidades em relação à moda não páram. A televisão colabora. Quem quiser, que acompanhe. Normal. Daí, saem dois aspectos. Um: quem tem o poder de impor o que será usado?

Para as convidadas, é uma troca. A rua estimula a criação e, ao mesmo tempo, os novos modelos são lançados para a sociedade. Será? "Na rua, o povo é muito espontâneo, o povo dá outras idéias à moda", diz Glória, dessa vez, contida. Para Lousa, o moda é um ciclo: "criação, recriação, interpretação, reinterpretação"...e por aí vai.

O aspecto número dois, sempre importante: as dicas. Será que tudo que é lançado pode ser usado por qualquer pessoa? A resposta é não. Um NÃO bem grande. Questão de bom senso. Mônica diz que o segredo é descobrir qual é o seu estilo. E isso é o mais difícil, significa se conhecer. "Se a roupa não fala quem você é, se não valoriza seu corpo, seu rosto, não adianta vestir as roupas mais maravilhosas, não vai ficar bem". A idéia, segundo a jornalista especializada no ramo, é investir em peças chaves, misturar peças caras com baratas.

Tá aí.
Espero que seja útil.

A seguir, o desfile: maravilhoso!!! Lindas modelos, lingeries nem se falam. Ao som daquele, que mistura rap com samba. Nada menos que Marcelo D2, com toda sua graça, simpatia, carisma (...) e cervejinha.




PS: Desculpem a falta de mais fotos. Uma pena.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A lendária Coca-Cola

Coca, Coke, Cola... Coca-cola. Não precisa nem de dados empíricos. É a marca mais conhecida no mundo.
A publicidade é 'a alma do negócio'???? Acho que sim.
Não sei quem lançou essa tão famosa frase, mas, a partir de hoje, penso que foi inspirada na trajetória da Coca-Cola.
Sempre me surpreendi com suas campanhas publicitárias. Para a minha modesta, ou melhor, semi-leiga opinião, tais propagandas são as mais impactante e emocionante. Não é à toa.

O que que consolidou o sucesso da marca? Será mérito somente da publicidade? Pelo começo da sua história, parece que sim. No começo dos começos, em 1883, fora até remédio. Tempos depois, o remédio foi gaseificado. (Tenha medo!) Tiveram que readaptar a garrafa para não permitir que o vazamento do gás. Daí, as famosas tampinhas metálicas.

Segundo minha 'pesquisa', as pessoas costumavam se recusar a beber aquele estranho líquido de cor escura, quase um refresco. Desde então, começaram a investir pesado. Propaganda e design eram prioridades, principalmente a criação de novos formatos de garrafas.
Evolução das garrafas
Marca símbolo do capitalismo selvagem, capaz de despertar sentimento de repulsa dos hoje útopicos idealizadores socialistas. Ao mesmo tempo, consegue ter imensuráveis admiradores. Daqueles que não abrem mão da marca por nenhuma outra, nem mesmo da água mineral. Penso que toda aquela rejeição inicial era falta de costume. Só pode ser.
Ahhh, a propaganda! Ahhh, a cultura! Fabricaram um hábito, um refrigerante incomparavelmente desejado; e consumidores viciados, conhecidos como 'cocolátras'. Eu, conheço três adoráveis fanáticas!
Alguns slogans: "Isso faz bem" -
tema por 14 anos; "A pausa que refresca" - 1940; "Isso faz um Bem" - 1959 ; "Tudo vai Melhor com..." - 1966; "Emoção Pra Valer" - 1989; "Sempre Coca-Cola" - 1993; "Gostoso é Viver!"- 2001.
Quanta inteligência, quanta criatividade! Os publicitários deveriam ser, desde os primórdios, alunos dos mais dedicados, principalmente das aulas de semiótica. A construção de sentido fez efeito. A principal concorrente, a Pepsi, vejo pouco falar.



*Sobre os acidentes mortíferos, as experiências explosivas, fica pra próxima!



Fontes: http://jipemania.com/coke/historia_coca_cola_br.htm

http://blog.uncovering.org/archives/2008/04/evolucao_da_garrafa.html

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Quase sinônimos!

De repente, me vi pensando sobre 'aceitar situações' e 'se acomodar com situações'. Somos nós os responsáveis por construir a nossa história, e isso é até clichê. Os percalços estão no caminho da maioria das pessoas. E dizem que são eles que dão um gostinho a mais nas conquistas. Pode até ser.

Há tempos podia dizer que as adversidades da minha vida foram frutos de acomodação. Queria, continuava querendo, mas não agia. De que adiantava?

Noutras vezes, as adversidades continuaram. Queria, continuava querendo, e insistia. Mas não adiantou.

A partir daí, pude concretizar o entendimento do que seria de fato essa diferença. Quanto a se acomodar, não precisa nem falar. Sobre aceitar, às vezes, é a única solução.

Já cantava Los Hermanos... "(...) é que a sorte é preciso tirar pra ter...perigo é eu me esconder em você..."

Percebi que, nos tempos atuais, para simplificar a vida de todos, o inteligente é ser racional.

Segundo as pessoas, de tudo, principalmente do que foi negativo, você tira lições.
Até concordo, mas é uma conclusão conformista. A "verdade" é que é perda de tempo.

PS: Não deixo de ser otimista. Jamais.

terça-feira, 22 de abril de 2008

O tal 'Caso Comum'

Explicando...

Como hipótese, minha teoria sobre 'caso comum' é apenas suposição. Sem muito pensar, escrevi. Acredito que todos os momentos, de alguma forma, são compartilhados. Muitas vezes, sem nem perceber, você está sendo observado. (Que terrorismo!) Nos acasos, o 'caso' não é mais só seu.
Porém, neste 'caso', a prática é positiva. A idéia é dividir momentos, sensações, experiências, percepções. É ter a libertade de escrever e, mais uma vez, compartilhar. E o melhor: de graça. Uma revolução!

* Há desdobramentos, já 'comuns' nas discussões contemporâneas. Um 'caso': a falta de privacidade. Ao mesmo tempo mais protegidos, mais vigiados... (Perigo: Será o dado momento uma adaptação do "Grande Irmão"?)

A sorte: estamos em tempos modernos, na era da democracia.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Ampliação do espaço estreito


Depois de tanto tempo consumidora de blogs, eis aqui, eu.
Mais uma dentre muitos. Um tanto aliviada.
"Escreveria sobre isso se tivesse um blog", quantas vezes pensei.
Parece que hoje a vontade surtiu efeito. Às vezes acontece.




" eu quero um samba pra me aquecer
quero algo pra beber, quero você
peça tudo que quiser
quantos sambas agüentar dançar
mas não esqueça do seu trato
da hora de parar
só vamos embora quando tudo terminar
eu vou te levar aonde você quer chegar
eu tenho a chave nada impede a vida acontecer
deixe-se acreditar
nada vai te acontecer
tudo pode ser
nada vai acontecer, não tema
esse é o reino da alegria"

MOMBOJÓ - Deixe-se Acreditar



*Atrasada, testando como funciona.